segunda-feira, 4 de março de 2013

Mulheres Indígenas: Vermelho Urucum.



Quem nunca ouviu aquela frase “Minha avó foi pega a laço”? Pois é, infelizmente poderia ser apenas conto da carochinha, mas não é. Segundo relatório da ONU, divulgado em 2010, uma em cada três índias é estuprada durante a vida. Isso deixa claro que as mulheres indígenas são mais vulneráveis a violência do que as demais. Numa sociedade patriarcal, que já coloca as mulheres em situação de desigualdade, o que dizer das mulheres indígenas que historicamente foram violentadas e massacradas pelos invasores? Que proteção essas mulheres possuem? Os dados são alarmantes e o que parece uma simples “piada”. É a infeliz realidade, essas mulheres foram realmente cassadas como animais, trocadas, vendidas e utilizadas como meros objetos.As mulheres indígenas sempre estiveram em posição de vulnerabilidade tanto á época da colonização quanto hoje nos desafios enfrentados pelo modelo de desenvolvimento econômico imposto no Brasil. São elas que sofrem de forma mais contundente os impactos provocados sobre o meio ambiente, a fome de seus filhos, a desnutrição e a falta de perspectivas. As mulheres indígenas são vítimas de graves violações de direito e são multiplamente ameaçadas pela discriminação de sexo, raça, etnia e classe social.Mas estas mesmas mulheres em posição de vulnerabilidade também são as mesmas que entram nas batalhas contra os posseiros que enfrentam os conflitos e massacres sofridos pelos povos indígenas. E muitas vezes os agressores usam o estupro como arma de “desmoralização” desses povos. Além disso, também sofrem com a perda dos filhos e maridos perseguidos por posseiros, etc. É expressiva – embora nem sempre receba a devida visibilidade – a participação das mulheres indígenas nos movimentos e lutas pelo direito a terra e por isso são também frequentemente alvo de ataques.Não bastassem as violações de direito que são frutos das intervenções da sociedade sobre o modo de vida dessas populações, também precisamos refletir sobre a violência sofrida pelas mulheres indígenas no seio de suas próprias comunidades. As indígenas reconhecem e denunciam inúmeras práticas discriminatórias que sofrem: casamentos forçados, violência doméstica, estupros, limitações de acesso à terra, em consequência do patriarcalismo presente em suas comunidades.Em se tratando de cultura o assunto se torna mais tenso e delicado, devido ao enfoque específico e multicultural que precisa ser dado, é necessário ouvir o que as organizações de mulheres indígenas estão reivindicando.
Segundo relato de Olinda Muniz (Clairê Pataxó Hã-hã-hãe). “Para as mulheres indígenas os desafios surgem muito cedo, pois com o casamento a comunidade espera que sejam boas esposas, cuidando da casa e dos filhos. Porem, se uma mulher quer seguir um rumo diferente na sua vida, tem que enfrentar alguns preconceitos, pois a comunidade questiona porque uma mulher casada procura um modo diferente pra sua vida. Atualmente essa perspectiva vem mudando, mas a comunidade ainda tem aquele pensamento de que os homens devem sustentar a família. Assim o papel da mulher fica basicamente voltado para a família, dando apoio emocional, afetivo e moral. Porém, a cada dia que passa, as mulheres estão conquistando espaço dentro da aldeia e devido a novas posições buscando ter formação acadêmica, melhorando cada vez mais sua capacidade. Hoje nas aldeias o numero de mulheres que estão buscando uma educação escolar melhor é maior que o dos homens. Hoje nesse nosso dia eu quero dar parabéns a todas nós mulheres principalmente nós mulheres indígenas, pois estamos buscando o que queremos para melhorar nossas vidas. Sei como é difícil para nós seguirmos caminhos que muitas vezes nos afastam um pouco dos nossos filhos, de nossa família, mas isso faz parte de assumir mais responsabilidades, e lembremos que quando conquistamos mais espaço passamos a ser mais vitoriosas por conseguirmos conquistas que melhoram a vida de nossa família e de toda a nossa comunidade.”.Entretanto de uma forma geral não existem políticas públicas ou o Estado brasileiro não tem se mostrado interessado de desenvolver estratégias específicas para o enfrentamento da violência contra mulheres indígenas, as ações são pulverizadas e não há nenhum programa oficial especificamente destinado a esse público. Dessa falta de políticas específicas e multiculturais surge uma questão “as nossas leis atendem as necessidades reais dessas mulheres?”. A Lei Maria da Penha já foi discutida em algumas ocasiões e encontros pelos movimentos de mulheres indígenas e sempre é alvo de muitas dúvidas e questionamentos. Desse modo, o grande desafio é pensar em uma compatibilização entre o direito do Estado e os diversos direitos indígenas, considerando suas especificidades na busca de uma democracia intercultural. Este texto tem como objetivo lembrar que essas mulheres existem e sofrem de forma ainda mais impactante as violações de direitos, que estão se organizando cada vez mais no sentido de lutar pelos seus direitos e que suas pautas precisam sair da invisibilidade. Acredito que a diversidade, a pluralidade, e interculturalidade sejam premissas para pensar políticas de igualdade de gênero e que esta seja uma pauta fundamental a ser trabalhada pelos movimentos feministas e humanitários.


Fonte: http://webradiobrasilindigena.wordpress.com/mulheres-indigenas-forca-de-nossas-aldeias/http://www.inesc.org.br/biblioteca/publicacoes/outras-publicacoes/LIVRO%20MULHERES%20INDIGENAS1.pdf 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A questão da disputa pelas terras, a preservação da cultura indígena na Rede Fora do Eixo.

O Comitê Mineiro de Apoio á causa Indígena, foi convidado pela Frente Nos Ambiente (Frente de ações Socioambientais) da Rede Fora do Eixo,para participar do programa,quinzenalmente realizado, um programa de PosTv (WEBTV) intitulado Cultura e Ambiente, onde através de um bate papo livre, debatem-se temáticas Socioambientais, de temas que estão sendo repercutidos ou não no momento, sendo a ideia central levar informações e conhecimentos para o publico em geral, através de ações "midialivristas".
Dia 15/09 as 20h foi transmitido o Programa Cultura e Ambiente, com a Temática "Indígenas no Brasil, Lutas e Sobrevivencia".Com a participação de Brenda Marques Pena e Pedro Andrade e Eleanor Valentino de Oliveira.

O programa #CulturaeAmbiente trouxe para a Casa Fora do Eixo Minas um debate mediado

 por Antônio Netto a respeito do contexto atual dos índios no Brasil

A questão da disputa pelas terras, a preservação da cultura
 indígena e as mobilizações que


giram em torno do tema foram abordados pelos participantes Pedro Andrade, integrante da

 organização Advogados Sem Fronteiras, Brenda Marques Penna, presidente do Instituto

 Imersão Latina e membro do Comitê Mineiro de Apoio À Causa Indígena, além da

 antropóloga Eleonor Valentino de Oliveira.



Com a exibição do documentário “Takoha - A Retomada da Terra Sagrada”, produzido pelos


 midialivristas do Fora do Eixo, a causa dos Guarani Kaiowá foi rememorada e também foi 

pauta nesta edição. Pós Tv #CulturaEAmbiente é transmitida quinzenalmente e discute

temas diversos ligados ao âmbito cultural e ambiental.



Confira a cobertura fotográfica - http://bit.ly/WwlWk4


Confira na íntegra:http://www.ustream.tv/recorded/29311761

A terra ainda é a principal bandeira de reivindicação dos índios brasileiros.


Nordeste tem menos de 20% das terras demarcadas


por Julliana de Melo
A terra ainda é a principal bandeira de reivindicação dos índios brasileiros. Apesar de o direito estar ratificado por lei na Constituição Federal desde 1988, muitos povos continuam lutando pela retomada dos seus territórios tradicionais. Mais do que um recurso natural e meio de subsistência, a terra agrega outros valores para os indígenas e representam a própria sobrevivência física e cultural dos povos. "É da terra que tiramos nosso sustento, que criamos nossos filhos e revivemos os costumes dos nossos ancestrais. Sem ela não somos nada e com ela somos tudo", explica o índio kapinawá Francisco da Silva, 42 anos, de Buíque.
Para o missionário Roberto Saraiva, do Cimi, houve avanços importantes no processo de demarcação das terras indígenas em Pernambuco - há 30 anos só havia dois povos reconhecidos no Estado e eram poucas as terras. "Hoje alguns povos estão com suas terras demarcadas e desintrusadas - a custo de muito suor e sangue. Esses povos se organizaram, se estabeleceram e conseguiram avançar na distribuição do território, rompendo, em alguns casos, com a lógica do latifúndio", destaca.
Apesar dos avanços na demarcação dos territórios indígenas no Nordeste, o volume de terras regularizadas é bastante pequeno em relação a outras regiões do País. Na Amazônia, segundo o antropólogo da Fundaj Marcondes Secundino, mais de 90% das terras estão demarcadas. Em contraposição, no Nordeste não chega a 20%. "A situação da Amazônia, porém, não é privilegiada porque, quando a gente fala de demarcação de terras, até mesmo homologação, não significa dizer que ela esteja totalmente sob controle dos grupos indígenas. Muitas vezes o processo de desintrusão, a retirada dos posseiros, é muito demorado", pondera. Segundo ele, o processo de desintrusão demora até décadas. "Este gargalo acaba estimulando conflitos entre índios e não índios", critica.
No início do século 20, os povos que oficialmente estavam extintos no Estado, iniciam a mobilização contemporânea pelo reconhecimento étnico oficial e garantia mínima de terras. Entre os anos de 1920 e 1950, foram reconhecidos os fulni-ô, pankararu e xucuru.
O antropólogo responsável pelo setor fundiário da Administração Regional da Funai no Recife, Ivson Ferreira, concorda com o colega de profissão. "A Funai não tem conseguido garantir esse direito. Existem muitos problemas de conflitos pela posse da terra e os recursos que são passados pela Funai para indenização dos ocupantes não-índios são muito pequenos", ressalta. De acordo com ele, o processo de demarcação - que vai desde o estudo inicial para identificação até a homologação das terras - dura em muitos casos uma média de oito anos. "Às vezes dura até mais porque existe uma pressão do poder político e econômico local na tentativa de impedir a conclusão dos processos." Ele cita o exemplo do povo pankararu, que iniciou a desocupação em 1997 e até hoje não foi feita a extrusão. "Atualmente, cerca de 60% do território são ocupados por não índios."
O povo pankará, em Carnaubeira da Penha, no Sertão, também reclama da atuação dos posseiros na terra indígena. "Eles querem que os índios paguem pelo arrendamento das terras para plantar. Tem algumas aldeias que estão pagando, mas eu não acho certo. Temos que cobrar das autoridades uma atitude", denuncia o pajé Pedro Luiz dos Santos. Dos 11 povos reconhecidos em Pernambuco, os pankará e os truká, em Orocó, também no Sertão, ainda não foram estudados pela Funai. (Saiba mais aqui)
Tom Cabral/JC Imagem

"Nós somos a mãe natureza, mas não sabemos onde estamos pisando" - Pedro Luiz dos Santos, pajé pankará, Carnaubeira da Penha
A nova administradora da Funai no Recife, Estela Parnes, diz que a regularização fundiária será uma das prioridades da sua gestão. "Principalmente as terras do povo atikum, entre Floresta e Carnaubeira da Penha, que já iniciamos o pagamento dos posseiros", revela. Outra necessidade urgente no Estado, de acordo com Estela, é solucionar um conflito do povo xucuru, em Pesqueira, no qual 156 famílias indígenas foram expulsas há quatro anos do território após uma briga interna pelo poder e, desde então, recebem auxílio-moradia da Funai. "São gastos R$ 46 mil por mês para pagar o aluguel de casas, cesta básica e mais uma ajuda de custo de R$ 150 por família". Os benefícios, explica Estela, continuarão até a aquisição de novas terras e construção de casas para os índios desaldeados. "Já estamos nos procedimento finais." (saiba mais aqui)

LEI

O conceito de terras tradicionalmente ocupadas pelos índios está definido no parágrafo 1º do artigo 231 da Constituição como: "Aquelas por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições".
PRECONCEITO - Um dos principais entraves da luta dos índios por terra junto à sociedade reside principalmente no preconceito. E o missionário Roberto Saraiva, do Cimi, sabe do assunto. "Já escutei pessoas dizendo coisas do tipo ‘é muita terra para pouco índio’. É preciso entender que os índios têm seus espaços religiosos, políticos, de lazer e de moradia como é na sociedade não índia. Quando pensamos a sociedade índia, temos que pensar na sobrevivência geral", ressalta. Segundo ele, alguns povos estão preocupados porque, no futuro, o tamanho de terra demarcada não será suficiente para continuação de uma vida com qualidade e autonomia nas aldeias. O agricultor truká Ivo Pereira de Brito, 39, diz que já existem casos de índios do seu povo, em Cabrobó, que não tem mais terra para plantar. "Na época em que foi demarcada, a terra foi distribuída igualmente entre as famílias, mas a população está crescendo. Eles hoje trabalham para outros índios."
Outro argumento utilizado contra o direito indígena à terra é sobre a produtividade das áreas demarcadas pela Funai. "As terras indígenas não têm a lógica de reforma agrária do ponto de vista apenas de produção, mas de reprodução humana, religiosa, cultural e política", relembra o missionário. O antropólogo João Pacheco acha que a discussão sobre o direito à terra não deveria estar centrada na questão indígena. "As populações que sofreram em função do processo de desenvolvimento têm direito a reparações. Para construir um País mais digno, o Estado brasileiro precisa realmente criar condições de igualdade e de democracia para aquelas populações que estão muito abaixo da condição de cidadania. Essa correção é fundamental e deve ser uma atitude geral em relação à cidadania e à sociedade que nós queremos."

POR QUE AS TERRAS INDÍGENAS TÊM QUE SER DEMARCADAS?

Tom Cabral/JC Imagem"Os direitos originais dos índios foram usurpados ou pelo latifúndio ou pelo Estado. Não há nada mais justo que o Estado devolva pelo menos o suficiente para que esses povos sobrevivam na produção, na sua cultura." – Roberto Saraiva, missionário
Tom Cabral/JC Imagem"A terra é um direito para os índios porque eles são na verdade os primeiros habitantes do país. Isso seria uma forma de reparação histórica em relação às populações indígenas." - Marcondes Secundino, antropólogo.
Tom Cabral/JC Imagem"Os índios precisam daquelas terras porque eles têm relações sagradas com o meio ambiente, com as serras, rios. A reivindicação dos índios é voltarem para o lugar que consideram como seu, onde estão seus ancestrais." – João Pacheco, antropólogo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

CAMPANHA "MÃE GUAJAJARA"

A CAMPANHA MÃE GUAJAJARA nasceu de uma maneira muito especial, com o desejo de socorrer e auxiliar algumas famílias indígenas da etnia Guajajara no povoado de Juçaral na cidade do Amarante ao sul do Maranhão.
O objetivo maior que nos leva a abraçar esta causa é entender a realidade deste povo, apresentar possibilidades e gerar conscientização, no tocante a busca por soluções práticas para os problemas enfrentados pela aldeia hoje, além do desejo e da necessidade de dar voz a este povo.E sanar necessidades imediatas, como a fome.

A Aldeia Juçaral está localizada na Terra indígena Araribóia, próximo ao povoado de Campo Formoso, a 35 km da cidade de Amarante-MA. Esta região de 453 hectares de terra está ocupada hoje por várias aldeias de etnias diferentes. A aldeia em Juçaral é Guajajara e tem em seus registros, cerca de trinta e seis anos de existência, a contar de 1976, mas acredita-se a partir dos depoimentos dos habitantes mais antigos, que a aldeia tem mais de cinqüenta anos.
Este povoado tem em média 80 famílias com uma média de 05 crianças por casal, com este
crescimento de contingente é fácil observar as inúmeras dificuldades enfrentadas por esta comunidade em seu cotidiano.

Se cada convidado contribuir com um leite em pó de 200 gm da marca Itambé
( sugerimos a marca por questões de qualidade e preço) no valor de 2,65.Poderemos garantir a noite de sono de uma criança alimentada e ainda de uma mãe apaziguada por ver seu filho bem nutrido!


De todas as mortes de crianças indígenas registradas, a causa principal destas mortes é a desnutrição, ou seja, a fome.

CHEGA DESTE QUADRO DESASTROSO!


SEJA MÃE DE UMA CRIANÇA GUAJAJARA E A AMAMENTE COM SUA BOA
AÇÃO.ESTAREMOS RECOLHENDO LEITE EM PÓ PARA ENVIARMOS A ALDEIA GUAJAJARA EM SÃO LUÍS-MARANHÃO EM DIVERSOS PONTOS DA CIDADE.PARA SER TAMBÉM UM POSTO DE COLETA ENTRE EM CONTATO CONOSCO!

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domingo, 13 de janeiro de 2013

Todos pela aldeia Maracanã! Salvem o museu do índio!

O Antigo Museu do Índio está com os dias contados. 

O prédio arquitetônico de 147 anos, onde foi criado por 
Darcy Ribeiro o SPI, que hoje é a FUNAI e também fundado por ele e o Marechal Rondon o primeiro museu indígena da América do Sul. O Governo Federal junto ao Governo Estadual pretendem demolir o prédio para futuros projetos. Além disso o prédio representa todos os povos indígenas que ocupam diariamente o espaço a mais de 6 anos divulgando a sua cultura e querem desta forma tornar o espaço um centro cultural indígena. Nós, Povos Indígenas do Centro Cultural sonhamos com esse espaço preservando a memória de nossos ancestrais.

Iniciativa Popular que visa o recolhimento de assinaturas em apoio ao Centro Cultural Indigena da Aldeia Maracanã, no Antigo Museu do Indio, à Rua Mata Machado 126 - Maracanã - RJ . O motivo é: o Governo do Estado não reconhecer a posse do território, local sagrado dos povos indígenas. O Governo do RJ tem como intenção nefasta em demolir o edifício histórico. O antigo casarão reconhecido UNESCO encontra-se em total abandono pelo Governo Federal. Notícias que vêm sendo vinculadas na imprensa o Governo do Estado está em negociação com a União para a utilização desse espaço para um atalho ao estádio. SERÁ QUE ISTO É JUSTO?!!! Neste local, indígenas de várias etnias vêm difundindo sua cultura há seis anos e em escolas particulares e públicas,exercendo direito garantido pela lei. Defendemos a criação de um centro de referência da cultura indígena. Pedimos o apoio e Todos.. site : centroculturalindigena.jimdo.com e facebook: centrocultural
 Assinem a petição!
http://www.avaaz.org/po/petition/Salve_o_Patrimonio_Material_e_Imaterial_da_Humanidade/?eqSYpdb

sábado, 12 de janeiro de 2013

Dez anos da morte do Cacique Marcos Veron

Dez anos da morte do Cacique Marcos Veron
Dia 10 de janeiro de 2013 dez anos da morte do Cacique Marcos Veron. 
Em janeiro de 2003, um grupo guarani-kaiwoá estava acampado na fazenda Brasília do Sul, em Juti (MS), propriedade localizada em terras indígenas então reivindicadas pelos kaiwokás. Nessa ocasião, quatro homens armados efetuaram disparos contra os índios, além de os espancarem e ameaçarem. O ataque, cujo objetivo era expulsar o grupo da área ocupada, resultou na morte do cacique Marcos Veron que, à época, com 72 anos, foi levado ao hospital com traumatismo craniano, mas não resistiu às agressões.

Dos quatro acusados de participar do crime, três foram levados a júri popular: E.R., C.R.S. e J.C.I, sob as acusações de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel, seis tentativas de homicídio, seqüestros, tortura e formação de quadrilha armada. Um deles, N.A.O., está foragido e teve seu processo desmembrado dos demais e, posteriormente, suspenso. Suspeita-se que estes quatro tenham agido a mando do proprietário da fazenda, J.H.S.F., que também será julgado, mas em processo desmembrado.

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI), vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aponta o Mato Grosso do Sul como estado líder em violência contra a população indígena. Por meio de nota, o MPF (Ministério Público Federal) destacou que se trata de um julgamento histórico, na medida em que foi a primeira vez que acusados pela morte de um indígena, em MS, foram para o banco dos réus.Enfim, depois de sete anos da morte do cacique Veron, o júri foi marcado para abril de 2010, em São Paulo, mas acabou sendo postergado para maio do mesmo ano. Na nova data, as testemunhas indígenas foram impedidas de se expressar no tribunal em sua própria língua, com a presença de um intérprete, o que fez o procurador da República Vladimir Aras abandonar a sessão em protesto. O julgamento foi suspenso.

No dia 21 de fevereiro de 2010, o julgamento foi retomado e, depois de cinco dias de júri, os três réus foram absolvidos pela acusação de homicídio, mas condenados a 12 anos e três meses por seqüestro, tortura e formação de quadrilha. 

A sentença foi proferida pela juíza da 1º Vara Criminal Federal, Paula Mantovani Avelino. Como já passaram quatro anos e oito meses sob prisão preventiva e ainda podem apelar ao TRF, os três poderão esperar por um segundo julgamento em liberdade.

Uma comissão de indígenas acompanhou o julgamento. Entre eles estava Ládio Veron, filho do cacique morto e uma das vítimas de tortura, que, após a decisão, desabafou: “A gente fica sem saber. Eles foram condenados, mas não vão ficar presos. Meu pai foi morto, e oito anos depois não tem um assassino nem o mandante”.
“A vitória completa seria a condenação dos réus também pelos homicídios e tentativas de homicídio”, declarou o procurador do MPF, Luiz Carlos Gonçalves, responsável pela acusação. Ele considerou o resultado uma vitória parcial, ressaltando que “a mensagem que fica é que a comunidade indígena tem direitos e que a violência é intolerável”.
Em nota, o CIMI (também) manifestou indignação e preocupação: “A decisão que acolheu parcialmente as alegações do MPF, mas que não reconheceu a prática do crime de homicídio praticado contra o cacique e da tentativa de homicídio contra seus familiares, e o fato dos acusados poderem recorrer da sentença em liberdade, traz relevante indignação e preocupação desta entidade pela impunidade do fato e pelas consequências deste precedente".
Os índios guarani-kaiowá enfrentam uma das piores situações entre os povos indígenas ainda existentes no Brasil: eles apresentam elevados índices de suicídio e desnutrição infantil. Um dos principais motivos para as condições desse povo é o confinamento em pequenas parcelas de terra e, sem alternativas, os índios tornam-se alvos fáceis para aliciadores de mão-de-obra e terminam como escravos em usinas de açúcar e álcool.
A propriedade reivindicada pelo grupo de que fazia parte o cacique Marcos Veron é parte da Terra Indígena Taquara, declarada de posse permanente dos guarani-kaiowá após 11 anos do início dos estudos de identificação e delimitação.

(Érica Akie Hashimoto

Cacique Raoni para o prêmio Nobel da Paz!


Cacique Raoni para o prêmio Nobel da Paz!



Queremos que Raoni seja indicado ao Prêmio Nobel da Paz para sensibilizarmos o planeta para estas questões que são do interesse de todos. Com seu apoio, podemos salvar os índios, as populações ribeirinhas, o rio e a floresta.
Breve histórico de Raoni:
Raoni Metuktire nasceu no estado brasileiro de Mato Grosso, em uma vila chamada Krajmopyjakare (que hoje se chama Kapôt). Ele é o filho do líder Umoro, do ramo dos caiapós conhecido como metuquitire. Sua infância foi marcada por muitas mudanças de endereço (o povo caiapó é nômade) e por numerosas guerras tribais. Guiado por seu irmão Motibau, Raoni começou, com a idade de quinze anos, a instalar seu famoso disco de madeira pintado de forma cerimonial e portado sobre o lábio inferior.
Foi em 1954 que Raoni e os caiapós encontraram pela primeira vez os homens brancos. Aprendeu a língua portuguesa com os Irmãos Villas Boas, famosos indigenistas brasileiros. Encontrou-se com o rei Leopoldo III da Bélgica em 1964, quando ele estava em expedição dentro das reservas indigenas protegidas do Mato Grosso. Em 1978, foi tema de um documentário intitulado Raoni O aumento do interesse dos meios de comunicação brasileiros pela questão ambiental fez dele um porta-voz natural da luta pela preservação da floresta amazônica.
Em 1984, apareceu em público armado e pintado para a guerra a fim de negociar com o ministro do interior, Mário Andreazza, a demarcação de sua reserva. Durante a reunião com o ministro, deu-lhe um puxão na orelha e lhe disse: Aceito ser seu amigo. Mas você tem de ouvir índio.
Mas foi depois do encontro com o cantor Sting no Parque indígena do Xingú em 1987 que Raoni alcançou notoriedade internacional. Em 12 de outubro de 1988, participou, com Sting, em Sao Paulo, no Brasil, de uma conferência de imprensa da turnê Human Rights Now! da Anistia internacional.
Em fevereiro de 1989, Raoni foi um dos mais ferozes opositores ao projeto da barragem de Kararaô. As emissoras de televisão do mundo inteiro estavam presentes para recolher suas propostas em Altamira, no momento de uma gigantesca assembleia de chefes que ficou registrada nos anais daquela cidade. O projeto de barragem foi finalmente abandonado.
Em 1993, o parque foi homologado. Está situado nos estados do Mato Grosso e do Pará. Constitui, hoje, a maior reserva de florestas tropicais do planeta.Outro resultado concreto dessa primeira campanha internacional de Raoni foi o desbloqueamento, de fundos para a demarcação das reservas indígenas brasileiras.Além desses resultados, um dos maiores sucessos da campanha de 1989 foi uma tomada de consciência do grande público da necessidade de proteger a floresta amazônica e suas populações nativas. O presidente francês Francois Miterrand foi o primeiro a apoiar a iniciativa de Raoni, no que foi seguido por Jackes Chirac,  o Papa João Paulo II, dentre muitos outros.
Transformando-se no embaixador do combate pela proteção da floresta amazônica e dos povos indígenas, Raoni Metuktire, depois do ano de 1989, efetuou numerosas outras viagens pelo mundo, como por exemplo uma visita aos esquimós da costa norte de Quebec, no Canadá, em agosto de 2001. Ou a visita ao Japão em maio de 2007. Voltou também à França em 2000, em 2001 e em 2003, recebendo o apoio de Jacques Chirac.
Os diferentes povos indígenas da região do Xingu, dos quais Raoni é o mais célebre representante, lutam para preservar sua cultura ancestral. Raoni encontra-se regularmente com grandes líderes, mas continua vivendo em uma simples cabana, pouco possuindo de bens materiais. Os presentes a ele ofertados são sistematicamente redistribuídos a toda a comunidade.


Raoni contra Belo Monte:
No dia 1º de junho de 2011, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, último entrave à realização da Barragem de Belo Monte, concedeu a licença ao consórcio de empresas brasileiras Norte Energia. Essa informação foi divulgada pelos meios de comunicação e redes sociais do mundo inteiro, acompanhada de uma foto de Raoni chorando, dizendo que suas lágrimas haviam sido provocadas pelo anúncio da validação definitiva da Barragem de Belo Monte. Indignado, o chefe desmentiu formalmente essa informação em seu site oficial: "Eu não chorei por causa da autorização de construção e o começo dos trabalhos no canteiro de obras de Belo Monte. Enquanto eu viver, eu continuarei lutar contra essa construção (...). Será a presidente Dilma Roussef que irá chorar, não eu. Eu quero saber quem deu essa foto e propagou essa falsa informação (...). Será preciso que a presidente Dilma me mate em frente ao Palácio do Planalto. Aí, somente, vocês poderão construir a Barragem de Belo Monte".
Em resposta a todos aqueles que pretendem  desencorajar, Raoni, que, recentemente, recebeu o apoio de personalidades internacionais  lançou uma petição internacional em cinco línguas  contra a Barragem de Belo Monte no seu site oficial.
Em 27 de setembro de 2011, Raoni recebeu o título de cidadão honorário da cidade de Paris das mãos do prefeito Bertrand, em reconhecimento por sua luta em defesa da preservação da Floresta Amazônica. Raoni estava em visita à Europa por conta de sua campanha contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Avelin RosanaSocióloga, Conselheira do Instituto Imersão LatinaO Comitê Mineiro de Apoio a causa indígena,colabora e divulga a petição:
Toda pessoa que se junta a esta campanha aumenta nossa força de ação. Por favor, separe um minuto para compartilhar este link com todos que você conhece:
http://www.avaaz.org/po/petition/Cacique_Raoni_para_o_premio_Nobel_da_Paz/?tMGYIcb
Vamos fazer a mudança juntos,
Cacique Raoni para o prêmio Nobel da Paz
Com a campanha para lançar a candidatura do Cacique Raoni ao Prêmio Nobel da Paz, pretendemos chamar a atenção do país e do mundo para sua luta pela salvação dos povos indígenas e ribeirinhos da Amazônia, bem como pela salvação da floresta e do Rio Xingu, patrimônios do Brasil e do planeta.